PERCEPÇÃO DE PESSOAS AMPUTADAS DE MEMBROS INFERIORES QUANTO AO USO DE TECNOLOGIA ASSISTIVA

Pyetra Prestes Negretti, Fabiola Hermes Chesani, Carla Santos Grosskopf

Resumo


Os indivíduos amputados contam cada vez mais com uma diversidade de tecnologia assistiva para colaborar no processo de readaptação social. Deste modo, este trabalho tem como objetivo analisar a percepção de pessoas amputadas de membros inferiores quanto ao uso de tecnologia assistiva. Essa pesquisa é de caráter qualitativo, com uma amostra intencional de 10 participantes, sendo estas pessoas amputadas que utilizam tecnologia assistiva e que frequentam a Clínica de Fisioterapia e o Centro Especializado em Reabilitação II. Para a coleta de dados utilizou-se uma entrevista semiestruturado e analisadas com a Análise do Conteúdo Temática. Os resultados apontaram as categorias independência, extensão do corpo, orientações sobre utilização das tecnologias assistivas, lesões corporais, dificuldades de adaptação ao cotidiano e ergonomia do equipamento. O uso das tecnologias assistiva apresentou resultados satisfatórios em relação a autonomia e a participação social. A falta de orientações e de acompanhamento multiprofissional e um design inapropriado podem ser o causador lesões corporais e levar ao abandono da TA. Portanto, é imprescindível um cuidado integral as pessoas amputadas.

Palavras-chave


Tecnologia assistiva; amputados; fisioterapia.

Texto completo:

PDF

Referências


ALMEIDA, A. O.; SANTIAGO, A. K. C. Tradução e adaptação cultural das escalas Amputee Mobility Predictor (AMP) e Houghton Scale of Prosthetic use – escalas preditoras da mobilidade em amputados de membros inferiores. 2017. Monografia (Graduação em Fisioterapia) - Universidade Federal de Sergipe, Lagarto, 2017.

ALVES, A. C. J. Avaliação de tecnologia assistiva predisposição ao uso: ATD PA Br: versão brasileira. Brasília: Editora Universidade de Brasília, 2017. 34 p.

BALARDINA, A. L. et al. Análise Cinemática Linear e Angular da Marcha em Pacientes Amputados Transfemorais Protetizados. Journal of Health Sciences, v. 20, n. 2, p. 125-130, 2018.

BARDIN, L. Análise de Conteúdo. 70. ed. Lisboa: LDA, 2011.

BOIANI, J. A. M. Design e tecnologia assistiva: avaliação da mobilidade, satisfação e semântica de andador para idosos. 2018. 70f. Dissertação (Mestrado) – Faculdade de Arquitetura Artes e Comunicação, Universidade Estadual Paulista, Bauru, 2018.

BOIANI, J. A. M. et al. Prescrição e uso de andadores para idosos: uma demanda para o design ergonômico. Blucher Design Proceedings, São Paulo, v. 2, n. 1, p. 585-597, 2015.

BRASIL. Diretrizes de atenção à pessoa amputada. Brasília: Ministério da Saúde, 2013.

CAMPOS, P. V. C. et al. Barreiras e facilitadores para o retorno ao trabalho vivenciado por pessoas amputadas de membros inferiores, sob a ótica das diretrizes brasileiras. Cadernos Brasileiros de Terapia Ocupacional, v. 26, n. 1, 2018.

CARVALHO-FREITAS, M. N. et al. Retorno às atividades laborais entre amputados: Qualidade de vida no trabalho, depressão e ansiedade. Revista Psicologia: Organizações e Trabalho, v. 4, n. 1, p. 468-475, 2018.

CAVALCANTE, L. D. W. et al. Assistive technology for visually impaired women for use of the female condom: a validation study. Revista escola de enfermagem da USP, São Paulo, v. 49, n. 1, p. 14-21, 2015.

CAVALCANTI, A. et al. Percepção dos responsáveis de crianças e adolescentes. Rev Ter Ocup Univ., São Paulo. v. 1. n. 29. p. 27-33. 2018.

CHAMLIAN, T. R. et al. Dor relacionada à amputação e funcionalidade em indivíduos com amputações de membros inferiores. Acta Fisiatr, v. 21, n. 3, p. 113-116, 2016.

CONTE, E.; OURIQUE, M. L. H.; BASEGIO, A.C. Tecnologia Assistiva, direitos humanos e educação inclusiva: uma nova sensibilidade. Educação em Revista, v. 33, n. 2, p. 28, 2017.

COSTA, C.R. da et al. Dispositivos de tecnologia assistiva: fatores relacionados ao abandono. Cadernos de Terapia Ocupacional da UFSCar, v. 23, n. 3, 2015.

LUZ, J. P. et al. Fisioterapia em pacientes com amputação transtibial: revisão sistemática. ConScientiae Saúde, v. 15, n. 1, p. 1-6, 2016.

GLISOI et al. Dispositivos auxiliares de marcha: orientação quanto ao uso, adequação e prevenção de quedas em idosos. Sociedade brasileira de geriatria e gerontologia, v. 6, n. 3, p. 261-272, 2012.

GRILLO, A. T. P. et al. Muleta modular: da identificação das oportunidades ao protótipo. Braz. Ap. Sci. Rev., v. 2, n. 6, p. 1885-1900, 2018.

MEDEIROS, C. M. R.; COELHO, C. S. C.; GUERRA, M. O. Treinamento muscular na prevenção de lesões musculo-esqueleticas em idosos. Health Research Journal. v. 1, n. 1, p. 92-107, 2018.

OSSADA, V. A. Y. et al. A cadeira de rodas e seus componentes essenciais para a locomoção de pessoas com tetraplegia por lesão da medula espinhal. Acta Fisiatr. v. 4, n. 21, p. 162-166, 2014.

PAULISSO, D. C. Adaptação transcultural do instrumento Functional Mobility Assessment (FMA), para uso no Brasil. 2016. 118 f. Dissertação (Mestrado) - Universidade Federal de São Carlos, São Carlos, 2016.

PEIXOTO, A. et al. Prevalência de amputações de membros superiores e inferiores no estado de Alagoas atendidos pelo SUS entre 2008 e 2015. Fisioterapia e Pesquisa, v. 24, n. 4, p. 378-384, 2017.

PINHEIRO, L. R.; GUTERRES, L. M. B. Análise da satisfação de amputados usuários de próteses de membros inferiores. Revista da Mostra de Trabalhos de Conclusão de Curso., v. 1, n.1, p. 127-144, 2017.

PRIM, G. de S.; VIEIRA, M. L. H. O design e novas tecnologias para o avanço das próteses: exploração, inovação e avaliação. Blucher Design Proceedings, v. 9, n. 2, p. 4450-4457, 2016.

SANTOS, K. P. B. dos et al. Carga da doença para as amputações de membros inferiores atribuíveis ao diabetes mellitus no Estado de Santa Catarina, Brasil, 2008-2013. Cadernos de Saúde Pública, v. 34, n. 1, 2018.

SILVA, S. C. da; VEY, A. P. Z.; VENDRUSCULO, A. P. Hidrocinesioterapia na qualidade de vida de amputados de membros inferiores unilaterais. Disciplinarum Scientia| Saúde, v. 15, n. 1, p. 65-74, 2016.

SOUZA FILHO, L. F. M. et al. Tratamento da dor Fantasma em Pacientes Submetidos à Amputação: Revisão de Abordagens Clínicas e de Reabilitação. Revista Brasileira de Ciências da Saúde, v. 20, n. 3, p. 241-246, 2016.




DOI: http://dx.doi.org/10.18066/revistaunivap.v25i48.2225

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2019 Revista Univap

Revista UniVap é uma publicação eletrônica (a partir da edição nº 29 passa a ser on-line) editada pela Universidade do Vale do Paraíba (UNIVAP), que tem o intuito de promover a divulgação de pesquisas e estudos, cumprindo a tríplice missão da universidade, de proporcionar ensino, pesquisa e extensão de modo indissociável. Esta publicação incentiva as pesquisas e procura o envolvimento de seus professores e alunos em pesquisas e cogitações de interesse social, educacional, científico ou tecnológico. Aceita artigos originais, não publicados anteriormente, de seus docentes, discentes, bem como de autores da comunidade científica nacional e internacional. Publica artigos, notas científicas, relatos de pesquisa, estudos teóricos, relatos de experiência profissional e resenhas.

- ACESSO ÀS NORMAS GERAIS PARA PUBLICAÇÃO DE TRABALHOS NA REVISTA UNIVAP

- FLUXOGRAMA DO PROCESSO EDITORIAL


O endereço da revista é http://revista.univap.br/index.php/revistaunivap

 

Atualmente, a Revista UNIVAP possui 9 indexadores:

O Índice de Citações da Revista UNIVAP está disponível por intermédio do Google Acadêmico <https://scholar.google.com.br/citations?user=tmYYoVwAAAAJ&hl=pt-BR>.