Produção, morformetria e estrutura vertical de um povoamento de eucalipto

Autores

  • Bruno Oliveira Lafetá Instituto Federal de Minas gerais https://orcid.org/0000-0003-2913-6617
  • Gracielle Maria Pereira Reis Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Campus São João Evangelista, Departamento de Engenharia Florestal. MG, Brasil. https://orcid.org/0009-0003-9694-4830
  • Ivan Costa Ilhéu Fontan Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Campus São João Evangelista, Departamento de Engenharia Florestal. MG, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-4143-5433
  • Luiz Flávio Nunes Costa Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Campus São João Evangelista, Departamento de Engenharia Florestal. MG, Brasil. https://orcid.org/0000-0003-4383-3128
  • Ricardo Souza Nunes Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Campus São João Evangelista, Departamento de Engenharia Florestal. MG, Brasil. https://orcid.org/0009-0003-3101-3920
  • Jonathan da Rocha Miranda Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Campus São João Evangelista, Departamento de Engenharia Florestal. MG, Brasil. https://orcid.org/0000-0002-9236-1369

DOI:

https://doi.org/10.18066/revistaunivap.v32i74.4745

Palavras-chave:

Morfometria, Estrutura vertical, Função Weibull, Silvicultura

Resumo

Este estudo objetivou avaliar a variação dos índices morfométricos da copa em diferentes classes de altura em um povoamento de Eucalyptus grandis, localizado no município de Peçanha, Minas Gerais. A pesquisa foi conduzida em um talhão de 11,6 hectares, com espaçamento de 3×3 m, onde foi instalada uma parcela experimental de 8.000 m², representando 6,90% de intensidade amostral. Foram mensuradas 837 árvores quanto ao diâmetro à altura do peito, altura total e altura de inserção da copa, utilizando suta mecânica e hipsômetro eletrônico. A partir dessas variáveis, calcularam-se índices morfométricos como proporção de copa, formal de copa, grau de esbeltez, índice de abrangência, índice de saliência e área de copa. As árvores foram classificadas em três estratos de altura, e os dados ajustados à função Weibull de dois parâmetros, com validação estatística pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Os resultados indicaram que árvores do estrato superior apresentaram maiores dimensões de copa e volume, enquanto as do estrato inferior mostraram maior grau de esbeltez e índice de saliência, evidenciando maior competição por luz. A morfometria da copa revelou-se uma ferramenta eficaz para diagnosticar a vitalidade e a competição em povoamentos florestais, orientando práticas silviculturais como o desbaste seletivo e promovendo a otimização da produtividade.

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Biografia do Autor

Bruno Oliveira Lafetá, Instituto Federal de Minas gerais

Professor no Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais (IFMG) - Campus São João Evangelista, onde desempenhou a função de Coordenador de Curso nos níveis técnico (Técnico em Meio Ambiente), tecnológico (Tecnologia em Silvicultura) e superior (Engenharia Florestal). Possui graduação em Engenharia Florestal, mestrado e doutorado em Ciência Florestal, todos pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri (UFVJM). Especialista em Docência pelo IFMG. Durante o mestrado, realizou mobilidade acadêmica (PROCAD) no Programa de Pós-Graduação em Solos e Nutrição de Plantas na Universidade Federal de Viçosa (UFV). A trajetória profissional no IFMG abrangeu uma ampla diversidade de disciplinas, desde o eixo básico (exemplo: Matemática básica e Estatística) até o profissionalizante. Exerce a função de avaliador de cursos superiores desde 2016 (Guia da Faculdade/Guia do Estudante). Experiências anteriores envolvem a docência na Universidade Federal de Minas Gerais em 2012/2013. Tem uma sólida experiência em Programação em ambiente R, Estatística, Geoprocessamento, Econometria básica, Amostragem, Mensuração, Modelagem, Mineração de dados, Ecologia, Nutrição de plantas, Silvicultura, Estoque de carbono e Estrutura, dinâmica e manejo florestal. Também, atua com inteligências artificiais, como: Redes Neurais Artificiais (RNA), Support Vector Machine (SVM) e Random Forest (RF).

Gracielle Maria Pereira Reis, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Campus São João Evangelista, Departamento de Engenharia Florestal. MG, Brasil.

Bacharel no curso de Engenharia Florestal, no IFMG Campus São João Evangelista. Participou do projeto de extensão "Capacitação de um Agente Multiplicador para atuar em Ações de Assistência Técnica e Extensão Rural em Viveiro de Produção Mudas Florestais Nativas" no campus, como bolsista, nesse projeto, além de ajudar a coordenar o grupo de voluntários que participavam do projeto, ajudava também no processo de organização e manutenção do viveiro. Participou durante dois meses do projeto aprendiz na reprografia, onde ganhou experiência com atendimento ao público. Também participou durante um ano em um projeto de monitoria, onde ajudou alunos com dificuldade em calculo I, ganhando experiência em interação com diferentes pessoas.

Ivan Costa Ilhéu Fontan, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Campus São João Evangelista, Departamento de Engenharia Florestal. MG, Brasil.

Possui graduação em Engenharia Florestal (2005), Mestrado em Ciência Florestal (2007) e Especialização em Proteção de Plantas (2013) pela Universidade Federal de Viçosa, Licenciatura em Biologia (2016) pelo Centro Universitário Claretiano e Doutorado em Produção Vegetal (2022) pela Universidade Federal dos Vales do Jequitinhonha e Mucuri. Atuou como Analista Ambiental do Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais IEF/MG (2006-2007), Analista Florestal (2007-2009) e Especialista de Pesquisa e Desenvolvimento (2009-2014) na PLANTAR S/A. Foi Professor no Instituto de Ensino Superior da Região Serrana FARESE/ES (2014-2015), Professor Substituto e Pesquisador no Instituto Federal do Espírito Santo IFES, Campus Ibatiba (2015-2017). Atualmente é Professor Efetivo e Pesquisador no Instituto Federal de Minas Gerais IFMG, Campus São João Evangelista (2017-atual). Tem experiência nas áreas de Recursos Florestais, Engenharia Florestal, Silvicultura, Viveiros Florestais, Meio Ambiente, Sistemas Agroflorestais e Agroecologia. Coordena projetos de ensino, pesquisa e extensão ligados ao estabelecimento de sistemas de produção agrícola e florestal mais sustentáveis, baseados em princípios agroecológicos e sintrópicos de regeneração do solo.

Luiz Flávio Nunes Costa , Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Campus São João Evangelista, Departamento de Engenharia Florestal. MG, Brasil.

Graduando em Engenharia Florestal pelo Instituto Federal de Minas Gerais – Campus São João Evangelista. Atuou como Vice-Presidente da Empresa Júnior - Floreste Júnior, onde participou da organização de eventos, parcerias institucionais e ações de extensão. Colaborou como voluntário nas atividades do viveiro de mudas da instituição, contribuindo para a produção e manejo de espécies florestais nativas. Atualmente, integra o Núcleo de Estudos em Manejo Florestal (NEMFLOR), onde desenvolve atividades voltadas à pesquisa e extensão no setor florestal.

Ricardo Souza Nunes, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Campus São João Evangelista, Departamento de Engenharia Florestal. MG, Brasil.

Técnico em Agrimensura pelo Instituto Federal de Educação, Ciências e Tecnologia de Minas Gerais - Campus São João Evangelista (IFMG-SJE).Dicente do curso Engenharia Florestal também pelo IFMG - SJE.

Jonathan da Rocha Miranda, Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de Minas Gerais, Campus São João Evangelista, Departamento de Engenharia Florestal. MG, Brasil.

Formado em Engenharia Agrícola e Ambiental pela UFMG, com mestrado em Recursos Hídricos e doutorado em Engenharia Agrícola pela UFLA. Possui experiência em processamento de imagens de satélite para monitoramento ambiental e agrícola, utilizando técnicas de machine learning. Além disso, tem experiência em sensoriamento remoto, geoprocessamento e manejo de irrigação.

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Publicado

01-07-2026

Como Citar

Lafetá, B. O., Reis, G. M. P., Fontan, I. C. I., Costa , L. F. N., Nunes, R. S., & Miranda, J. da R. (2026). Produção, morformetria e estrutura vertical de um povoamento de eucalipto. Revista Univap, 32(74). https://doi.org/10.18066/revistaunivap.v32i74.4745

Edição

Seção

Ciências Exatas e da Terra

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