Produção, morformetria e estrutura vertical de um povoamento de eucalipto
DOI:
https://doi.org/10.18066/revistaunivap.v32i74.4745Palavras-chave:
Morfometria, Estrutura vertical, Função Weibull, SilviculturaResumo
Este estudo objetivou avaliar a variação dos índices morfométricos da copa em diferentes classes de altura em um povoamento de Eucalyptus grandis, localizado no município de Peçanha, Minas Gerais. A pesquisa foi conduzida em um talhão de 11,6 hectares, com espaçamento de 3×3 m, onde foi instalada uma parcela experimental de 8.000 m², representando 6,90% de intensidade amostral. Foram mensuradas 837 árvores quanto ao diâmetro à altura do peito, altura total e altura de inserção da copa, utilizando suta mecânica e hipsômetro eletrônico. A partir dessas variáveis, calcularam-se índices morfométricos como proporção de copa, formal de copa, grau de esbeltez, índice de abrangência, índice de saliência e área de copa. As árvores foram classificadas em três estratos de altura, e os dados ajustados à função Weibull de dois parâmetros, com validação estatística pelo teste de Kolmogorov-Smirnov. Os resultados indicaram que árvores do estrato superior apresentaram maiores dimensões de copa e volume, enquanto as do estrato inferior mostraram maior grau de esbeltez e índice de saliência, evidenciando maior competição por luz. A morfometria da copa revelou-se uma ferramenta eficaz para diagnosticar a vitalidade e a competição em povoamentos florestais, orientando práticas silviculturais como o desbaste seletivo e promovendo a otimização da produtividade.
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