Memórias em disputa: a produção de conhecimento sobre o passado por meio de imagens geradas por inteligência artificial generativa
DOI:
https://doi.org/10.18066/revistaunivap.v32i73.4718Palavras-chave:
Inteligência Artificial Generativa, memória, imagem, representação, vieses algorítmicosResumo
Como pensar as novas possibilidades de rememoração a partir de questionamentos e reflexões que buscam explorar os vieses das representações do passado feitas pela Inteligência Artificial (IA)? Esta pergunta conduz as discussões deste artigo cujo objetivo é refletir e analisar imagens que foram total ou parcialmente geradas por programas de IA Generativa e que remetem, em algum aspecto, ao passado. Para tanto, mobilizam-se pesquisas dos estudos de memória, da teoria da imagem e da IA com vistas a avançar pelas novas facetas de re(construção) do passado de forma crítica. Considera-se especialmente, as problemáticas que envolvem a opacidade de dados de treinamentos de máquinas, as disputas de poder pelas Big Techs e a perpetuação de vieses sexistas, racistas, étnicos, religiosos e históricos por parte da IA Generativa. Por meio de cinco categorias analíticas (Lembrar/Celebrar; Imaginários do passado; Ressignificar; Erros Algorítmicos; Erros históricos) em imagens), percebe-se, neste estudo inicial, que o uso da IA Generativa para representar o passado oscila entre as possibilidades imaginativas para ressignificar aquilo que não é contado pela história oficial e a chance de falhas ou reforços das desigualdades historicamente presentes na sociedade.
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