VIOLÊNCIA CONTRA A MULHER TRANSGÊNERO: PARA ALÉM DA AGRESSÃO FÍSICA

Renan Ribeiro Moraes, Larissa Fava Silva, Luiz Carlos Andrade Aquino, Daniel Lipparelli Fernandez, Maurício Martins Alves

Resumo


A situação em que vivem as mulheres transgêneros no Brasil é assustadora. É um grupo com 90% de seus membros se prostituindo, expectativa de vida não superior a trinta e cinco anos e que mora no país que mais mata a população trans no mundo. Esse artigo tem por objetivo apontar a realidade opressora a que está submetida a transgênero no Brasil em situações que transcendem à violência física, mas que servem como seus alicerces, chamadas aqui de violência psicológica baseada no conceito de violência simbólica do renomado sociólogo francês Pierre Bourdieu. Esta violência psicológica foi aqui subdividida em social, institucional e linguística, observando suas variações conforme o poder aquisitivo da violentada. Utilizando-se de estudos de Maria Berenice Dias e Berenice Bento, pesquisadoras do Direito Civil e Ciências Sociais, foi possível expor dificuldades encontradas por elas sob o viés jurídico-social e, mirando propostas legislativas, especificamente o PL 5.002/2013 e o Estatuto da Diversidade Sexual, conclui-se que para garantir sua plena humanização, faz-se necessário a combinação do dispositivo legal com a representatividade social.

Palavras-chave


Mulher transgênero; Violência simbólica; Brasil

Texto completo:

PDF


DOI: http://dx.doi.org/10.18066/revistaunivap.v22i40.1553

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


Direitos autorais 2016 Revista Univap

 

 Universidade do Vale do Paraíba – UNIVAP

Pró-reitoria de Pós-Graduação e Pesquisa

Profa. Dra. Sandra Maria Fonseca da Costa

Av. Shishima Hifumi, 2911 – Urbanova
12244-000 - São José dos Campos – SP

revista.univap.br-revista@univap.br
Telefone: (12) 3947-1237

 

Licença Creative Commons

Esse trabalho está licenciado com uma Licença Creative Commons Atribuição 4.0 Internacional.